Casas “tortas”

Casas “tortas”

TA TORTO MAIS NÃO CAI

Quando deparamos com uma residência torta, pergunta-se, cai ou não cai?

Pois bem, em um vilarejo de Lavenham, na Inglaterra existem residências mais do que tortas, construídas desde 1480.

 

Foto: Paul Arps

Foto: Paul Arps

 

Essas residências da época da Idade Media foram construídas em uma vila que foi símbolo da riqueza do Império Britânico. O local era o principal pólo produtor de lã e casimiras azuis do pais. Com tanto dinheiro em mãos, naquela época a única forma de torrar suas moedas de ouro, era construindo casas.  Mas como diz o ditado português, “Quem tem pressa come cru”,  os construtores não esperaram a madeira secar e usaram a madeira ainda verde.

 

 

A pressa foi tão grande que as construções começaram a inclinar depois de finalizadas.

Com a pressão sobre a madeira ainda sem tanta resistência, muitas toras envergaram, não há relatos de desabamentos. Apesar disso, ainda estão de pé e em perfeito estado de conservação.

Vilarejo de Lavenham é um bom exemplo disso Foto: Spencer Means

Vilarejo de Lavenham é um bom exemplo disso Foto: Spencer Means

 

Torrar suas moedas de ouro construindo casas e mais casas – Foto: Andrew Hill

 

Com inspiração em construções tortas, separei dois casos interessantes.

A casa abaixo, é conhecida como “Casa Torta”, localizada na Inglaterra.

A inclinação da residência foi causada pela mineração de carvão debaixo da fundação do local.

Casa torta

Casa torta

 

Krzywy Domek, é um edifício de forma irregular, construído em Sopot, na Polônia. O seu nome significa casa curva e foi construída em 2004, projeto realizado por Szotyńscy & Zaleski,  projeto inspirado em livros infantis de Jan Marcin Szancer e Per Dahlberg.

Krzywy Domek - Ela faz parte do complexo de um shopping em Sopot.

Krzywy Domek – Ela faz parte do complexo de um shopping em Sopot.

 

 

Seja torto por natureza, por acidente ou proposital, cada uma tem uma beleza peculiar. Como diz um dos versos do poeta Nicolas Behrh “-Nem tudo que é torto é errado. Veja as pernas do Garrincha e as árvores do cerrado”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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